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Neste século a quantidade de informações é maior do que a soma de todos os
outros, e o nível de desorganização causado por essa montanha de lixo
conceptual acabou gerando esse grupo imenso de pessoas confusas do qual
fazemos parte. Esse é um momento de transição para o novo tipo de xamanismo
proposto, baseado no abandono e conseqüente aceitação de todas as crenças. Um xamanismo centrado nas muitas realidades possíveis, dando mais importância ao território do que ao mapa, não estando mais preso numa cela fundamentalista com as algemas de uma única crença obsoleta. Todo xamã pode ser considerado um charlatão, já que a manipulação
psicológica e a sugestão são consideradas técnicas válidas inclusive para a
cura. Porém nem todo o charlatão pode ser considerado um xamã, isto seria
confundir a técnica com o objetivo [alguns cínicos poderiam dizer que o
charlatanismo puro é apenas uma forma individualista de xamanismo. Eles
podem estar certos: formas individualistas de xamanismo fedem como poços deágua estagnada. Pobres tolos! Esquecem-se que Amor é a lei]. |
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Boa parte dos problemas do mundo atual vêm não da tecnologia em si, mas do acúmulo de informações. Com esse mar de dados caóticos vem uma conseqüente falta de unidade conceptual - falta a qual sempre estivemos acostumados se nascemos ainda no século XX. As poluições visuais e sonoras já são mais do que óbvias, chega a hora de percebermos que os próprios conceitos que vagam nas mentes são sujeitos ao mesmo tipo de sujeira e corrosão. Agora devemos nos aproveitar da confusão e gerar dúvida: quanto mais desapegadas de certezas, mais as pessoas serão capazes de assimilar e expressar, doar e receber: interagir. Isso é circunstancial e não evolutivo. Estamos em um momento de grande criatividade. Talvez um dia cheguemos ao ponto em que o paradigma mude a cada minuto em cada pessoa, e não a cada milênio em populações imensas tratadas como gado. A homogeneidade, que sempre foi a maior inimiga das criaturas vivas, agora também é nosso algoz enquanto mamíferos sociais ou seres pensantes. A evolução se faz por mutantes, por pequenas alterações na estrutura |
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