por Clara Acioli
         

Fazedor de “orte”; desestruturador do sistema, definindo seu caminho artístico no contexto brasileiro dos últimos 50 anos com essa troca de vogais, desloca conceitos com estrondosos desgastes de significados, apropriando-se de objetos e imagens habitantes do imenso rizoma terreno. Questiona valores e verdades pré-fabricadas pelas autoridades centralizadoras, polemizando o estatuto da arte na sociedade contemporânea.

Dizia ser seu lema: “substituir para salvar”, e assim atuava. Tutor da subversão conscientizadora, passou a diante seus pensamentos, tanto em sala de aula quanto em galerias onde dá sua cara a tapas.

Ímpar, astronauta do universo da pintura informal, explorando as ilusões oferecidas pela sociedade industrial, deu espaço para tinta automotiva em suas pinturas , tendo o fogo como personagem de sua performance, registrada pelo resultado pictórico.

Leitor da densa invasão da mídia, apropria-se de seus e os faz conviver em diversos contextos, que nos remetem ao indócil rompimento com os , para muitos, até hoje inquestionáveis.

Irônico e não menos sincero, prova a dimensão dos problemas de seu povo e se esforça para cumprir a obrigação que ele atribui seu trabalho: conscientizar o apreciador sobre arte e seu poder transformador, através dos processos que estruturam sua poética.

             
             
   
             
 
   
                       
 
     
 
   
                       
 
   
 
     
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